06# – De Olho na Copa – Chile

Chile busca desbancar favoritas e mostrar que manda na América.

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Muita gente acha que o Chile se deu mal. Na Copa do Mundo 2014, La Roja caiu num Grupo da Morte, ao lado da Campeã Espanha, da Vice Holanda e da limitada, porém animada Austrália. Quem conhece o futebol chileno, porém, sabe que embora a missão seja difícil, não seria nenhuma grande surpresa que nossos coirmãos americanos consigam chegar na segunda fase. Na última copa, La Roja fez uma boa campanha na primeira fase derrotando Suíça e Honduras e apenas perdendo para a Espanha. Nas oitavas de final, os chilenos cruzaram com o Brasil e foram atropelados por 3 x 0. O mesmo aconteceu em 1998, quando Brasil e Chile também se enfrentaram nas oitavas. Na ocasião, o Brasil venceu por 4 x 1.

Com esse recente histórico, os torcedores da Seleção Canarinho esperam mesmo que tal cruzamento volte a acontecer esse ano. Seria possível caso Brasil lidere o Grupo A e o Chile fique em segundo no B ou vice versa.

A Seleção Chilena conta com grandes talentos como Beausejour, Sánchez, Henríquez e os dois que atuam no futebol paulista, Mena e Valdivia (jogam no Santos e Palmeiras respectivamente). O curioso é que do elenco atual da seleção, apenas os goleiros reservas jogam em times chilenos. A maioria dos atletas da seleção atua na Europa. Além do qualificado elenco, La Roja conta com o experiente técnico argentino Jorge Sampaoli que embora tenha cartas na manga para tentar desbancar o favoritismo das grande seleções, mostra-se humilde e com um discurso quase pessimista.

“ Acho que, vendo as equipes que vamos enfrentar, pensar que hoje somos favoritos a ganhar a Copa do Mundo é ilógico. Claro que pode haver várias situações que podem nos dar chances de competir e superar situações em que hoje nem pensamos. Mas a história diz que as coisas sempre vão para o seu lugar, e os favoritos naturais são os de sempre” disse o treinador da Seleção Chilena.

Mesmo sabendo que o caminho não é nada fácil, o Chile vem aí pra mostrar que na América do Sul, Espanha, Holanda e Austrália não tem a mesma pegada que La Roja. Os atletas e a torcida contam com muita raça e superação para transformar o Brasil num palco de futebol pegado e disputado, nível Libertadores da América. Caso cheguem mais longe, já podemos esperar uma festa regada ao tradicional e saboroso vinho chileno.

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